Postado Por : Unknown 10 de ago. de 2013

 Em função da alteração na distribuição da população mundial no que diz respeito à idade, um problema que tem recebido pouca atenção, mas que se constitui em uma quase epidemiologia é o que se refere especificamente a queda do idoso. O mesmo representa a sexta causa de morte entre indivíduos desta população. Os efeitos das quedas são múltiplos e normalmente incluem, além das lesões graves (inclusive fraturas), efeitos psicológicos negativos tais como medo de cair de novo e falta de confiança (relações de baixa estima) que repercutem diretamente sobre a autonomia e independência funcional. Tratando-se, portanto, de pessoas idosas, os fatores inerentes à manutenção da autonomia e independência funcional são fundamentais para o dia-a-dia das mesmas. Pesquisas focalizadas sobre a alta-percepção de indivíduos em idades bem avançadas indicam que para eles não basta apenas viver mais anos, dar vida aos anos complementa uma grande parte na consideração e elevação da alta estima necessária à motivação para continuar a viver. O idoso precisa se sentir útil, capaz de realizar as próprias ações, não depender de terceiros para realizar as tarefas componentes da sua vida diária.

Ao longo do tempo e do desenvolvimento da concepção atrelada aos benefícios da atividade física como mediadora do envelhecimento orgânico do homem, algumas relações têm sido mostradas entre esta atividade e a prevenção de quedas na população idosa de uma sociedade. O exercício contribui para este tipo de prevenção mediante diferentes mecanismos os quais incluem:
  1. O fortalecimento dos músculos das pernas e costas;
  2. Melhora dos reflexos (tempo de reação);
  3. Melhora da sinergia motora das reações posturais;
  4. Melhora da velocidade da marcha;
  5. Incremento na flexibilidade;
  6. Manutenção do peso corporal;
  7. Melhora da mobilidade;
  8. Diminuição do risco de doença cardiovascular. 
Outra concepção bastante aceita neste mesmo sentido é a de que o exercício regular pode minimizar a lentidão do tempo de reação e movimento, condições que normalmente se manifestam em decorrência do mau funcionamento do sistema nervoso central, diminuindo a função dos reflexos do corpo comprometendo a coordenação e o equilíbrio corporal. 

Todavia, uma linha de muitos estudos associados, tem evidenciado que tanto o treinamento de força quanto o aeróbio podem melhorar a função neuromuscular, a marcha, o equilíbrio e a saúde mental em indivíduos de idade avançada, bem como uma consequente diminuição no risco de aparecimento de outras morbidades. Considerando, portanto, que o treinamento de força tem se mostrado efetivo em termos de melhorar as funções neuromusculares e outras funções associadas de idosos, teoricamente parece ser possível que este tipo de exercitação física possa também ter efeitos preventivos na tendência a quedas que estes normalmente demonstram ou sofrem. Isto porque, além da possibilidade que tais atividades possam implementar as condições dos membros de suporte e postura do corpo, a condição destas também produzirem adaptações neurais compatíveis com a necessidade de uma efetoração motriz eficiente é realmente bem grande. Paralelamente, uma grande possibilidade também existe de que em decorrência de adaptações neurais efetivas, a condição de pensar o corpo em relação ao mundo circundante se tornaria mais adequada, marcando assim uma possível diferença de função cognitiva dos indivíduos treinados sobre outros.                                                                                              Fonte: maisaudefitness.com

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